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A revolução da Internet das Coisas no mercado financeiro

Os aplicativos nos celulares, que facilitaram – e ainda facilitam – a vida de muitos clientes do mercado financeiro, foram apenas o começo. Como a tecnologia evolui a passos largos, as possibilidades para a Internet das Coisas parecem ser infinitas.

Imagine um monitor de saúde pessoal que esteja conectado ao seu banco e, ao sinal de qualquer risco grave a saúde (um ataque cardíaco, por exemplo), um comando é dado para que seus investimentos passem por uma readequação – como limitar a exposição de risco e aumentar a quantidade de títulos de maior liquidez. Isso parece um pouco exagerado hoje, com ares de ficção científica? Talvez, mas não está fora do campo das possibilidades.

Afinal, a revolução tecnológica promovida pela Internet das Coisas (IoT - Internet of Things) é uma das mais importantes e significativas do setor, a ponto de o CEO da Cisco, empresa multinacional dedicada a soluções de comunicação, John Chambers, tê-la chamado de “a segunda Internet”. De acordo com a empresa de pesquisas em tecnologia Harbor Research, 65% dos aplicativos de IoT em produção hoje no mercado já geram receita para as empresas, percentual que deve chegar a 80% em 2018. No mercado financeiro, uma pesquisa feita pela TCS (Tata Consultancy Services), maior provedora de serviços e produtos de tecnologia de informação da Índia, apontou que as corporações do segmento já reportaram investimentos de US$ 117,4 milhões no ano passado, e planejam elevar o montante para US$ 153,5 milhões em 2018.

Essa revolução obviamente abre novas oportunidades na área financeira, possibilitando que bancos e seguradoras tirem proveito desse fenômeno emergente a fim de aprimorar a gestão e a eficiência das operações, conhecer melhor e cativar clientes e, claro, criar novos serviços.

Nesse sentido, muitas novidades estão surgindo. Entre as principais estão os projetos de mobile payment via “carro conectado”. Algumas operadoras de cartão de crédito já permitem que os motoristas efetuem pagamentos de serviços nos postos de gasolina sem terem que tirar as mãos do volante – o próprio automóvel, por meio da sua conexão à internet, autoriza o pagamento.

Expandindo isso para as áreas de seguros e pagamentos, os dispositivos de IoT poderiam identificar e classificar a forma como um motorista dirige, gerando uma análise de risco mais assertiva para a determinação do prêmio do seu seguro; identificar o quanto um cliente cuida de sua saúde, por meio de seus hábitos, gerando dados valiosos para o seu plano de saúde; e representar um papel relevante na tendência dos chamados “pagamentos transparentes”, em que o usuário efetua o pagamento sem fazer qualquer esforço, como no caso dos aplicativos de transporte particular.

Embora atualmente já seja possível solicitar um empréstimo remotamente e realizar outras transações com reconhecimento digital, uma nova geração de caixas eletrônicos também está a caminho. Eles serão equipados com tablets e terão diversas funções interativas na tela e conexão direta com o smartphone do cliente.

Atualmente, por medida de segurança, os bancos impõem limites de valor para saques em caixas eletrônicos fora dos horários considerados habituais. Para Marco Santos, Diretor Latam do Grupo GFT, empresa de consultoria em soluções de TI para a indústria financeira, essa limitação poderia ser flexibilizada se as instituições tivessem acesso a informações online e em tempo real sobre, por exemplo, o ritmo cardíaco do cliente: “Uma pessoa relaxada dificilmente estaria sendo vítima de assalto na boca do caixa, o que lhe permitiria sacar uma quantia de dinheiro maior”, diz ele.

Indo ao encontro disso, dispositivos de IoT do futuro vão rastrear informações biométricas que mostram os níveis de estresse e ansiedade do cliente. As empresas poderão usar isso para descobrir quando ele está em melhor estado/situação para tomar boas decisões financeiras e qual seria o melhor momento para acessá-lo com o objetivo de capturar informações e, até mesmo, oferecer um novo serviço.

Outras modernidades do setor financeiro podem incluir o papel digital, que poderia, por exemplo, ser embutido nas roupas para exibir as informações de acesso à sua conta quando solicitado, e a tecnologia de reconhecimento do pensamento (ou thought-recognition technology, em inglês), software que pode ler suas expressões faciais e compreender o seu estado emocional, além de poder medir a sua compreensão de produtos financeiros complexos.

Como se vê, os aplicativos nos celulares, que facilitaram – e ainda facilitam – a vida de muitos clientes do mercado financeiro (e de vários outros setores), foram apenas o começo. Como a tecnologia evolui a passos largos, as possibilidades para a Internet das Coisas parecem ser infinitas. Aqui, vimos uma prévia de como pode ser a evolução desse mercado, mas cabe a você, desenvolvedor, continuar revolucionando-o. Você está preparado?

Time Original Developers.

Permalink: https://developers.original.com.br/blog/revolucao-internet-coisas-mercado-financeiro