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Quatro etapas para um banco entrar na era cognitiva

Está se aproximando o momento no qual usuários e máquinas "dialogam" de forma eficiente.

Explicar computação cognitiva por meio de suas tecnologias, como computação em nuvem, inteligência artificial, processamento de linguagem natural e aprendizado automático de máquina, pode soar complexo mesmo para um desenvolvedor experiente. Há uma forma mais clara de entender a lógica por trás do crescente interesse pelo tema: a partir da explicação de John E. Kelly III, vice-presidente de pesquisa da IBM, no prefácio de seu livro, Smart Machines:

"Hoje a sociedade enfrenta uma série de oportunidades e desafios que exigem uma nova geração de tecnologias, além de regras da computação reescrita. A disponibilidade de enormes quantidades de dados deve ajudar as pessoas a entender melhor as situações complexas. Na realidade, porém, o que acontece é que mais dados geralmente nos confundem mais. Tomamos muitas decisões com informações irrelevantes ou incorretas, ou com dados que representam apenas parte do todo. Precisamos de uma nova geração de ferramentas, como as tecnologias cognitivas, que nos ajudem a compreender a complexidade do mundo que nos rodeia para que possamos tomar melhores decisões e viver de forma mais eficiente e sustentável".

No caso das fintechs e startups do setor, o interesse nessas tecnologias envolve não apenas seu potencial para lidar com o crescimento explosivo de dados estruturados e desestruturados, mas especialmente as necessidades do negócio, trazidas por pressões internas e externas. A conexão entre pessoas e computadores coletivamente, imaginada pelos Cibernéticos nos anos 1940, está bem próxima: um relatório do Citigroup, publicado em 2016, estima que 30% dos serviços bancários serão automatizados.

Paralelamente ao desenvolvimento do sistema cognitivo Watson, a IBM mantém o Institute for Business Value, focado em pesquisa para o mundo dos negócios. O instituto propõe quatro princípios que formam a base da computação cognitiva, apoiados em um "pensamento inteligente" preocupado com planejamento rigoroso; aperfeiçoamento de suas capacidades por meio de interação constante entre pessoas, processos e tecnologias; e finalmente promover melhoria contínua do desempenho e, consequentemente, no ecossistema onde se insere.

1. Aprenda e aperfeiçoe

Como a computação cognitiva está relacionada com sistemas que podem se otimizar a cada novo resultado, ação e interação, é preciso estar atento sobre como cada nova informação pode adicionar ao conhecimento da organização. Isso exige identificação e análise de dados possivelmente inexplorados, especialmente dados não estruturados.

2. Construa velocidade e escala

Quais são os planos para enfrentar lacunas de habilidades esperadas conforme a instituição planeja e implementa soluções cognitivas? Com velocidade de processamento e escalabilidade, sistemas conseguem realizar tarefas complexas garantindo eficiência e aplicabilidade. Estas tarefas estão relacionadas ao engajamento aprimorado e personalização com o público, a novas ideias analíticas e a algo mais ousado: transformação empresarial, com novos papeis, processos de negócios, receitas, modelos operacionais e cultura organizacional.

3. Interaja de forma natural

Aqui entra o desenvolvimento de sistemas baseados no processamento de linguagem natural, ou seja, que compreendem o contexto e a razão e procuram se adaptar às abordagens e interfaces humanas, tendo como base o acesso e a avaliação de códigos permanentemente atualizados.

4. Concilie com a inteligência humana

Soluções cognitivas ajudam a entender a complexidade de dados não estruturados e a aplicar análises avançadas para avaliar as respostas. Contudo, para funcionar, precisam ser planejadas e executadas por especialistas em seus assuntos. A grosso modo, a máquina favorece o acesso e reutilização desse conhecimento coletivo para dar suporte à decisão. O diálogo com usuários e o acesso a informação estruturada precisa ser fortalecido com a experiência humana - até para comunicar a visão cognitiva de sua organização, bem como mensurar e apreender os resultados deste processo.

Time Original Developers.

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