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Design Thinking como uma Estratégia para a Inovação das Empresas Modernas

A cultura do design não encoraja o fracasso, mas reconhece que é raro fazer as coisas certas pela primeira vez.

Vem acontecendo mudanças nas grandes organizações que colocam o design como ponto estratégico dentro das empresas. Essas mudanças não têm a ver com estética, mas em como os princípios do design são aplicados no jeito que as pessoas trabalham.

Quando esses princípios são aplicados à estratégia e à inovação, o sucesso do negócio melhora drasticamente, veja o exemplo de empresas como a Apple, Nike, Microsoft, Google e o próprio Banco Original.

Esta nova abordagem é, em grande parte, uma resposta à crescente complexidade da tecnologia e dos negócios

modernos.

"As empresas que pensam no design se destacam na sua vontade de redesenhar continuamente seus negócios (...) para criar avanços em inovação e eficiência - a combinação que produz a vantagem competitiva mais poderosa", afirma Roger Martin, autor do Design of Business.

O foco em grandes experiências não se limita a designers de produtos, vendedores ou estrategistas. Ela envolve todo o time, inclusive aquele que o único contato com o usuário era somente por meio de faturas e sistemas de pagamento, que são projetados para a otimização de negócios internos.

Numa cultura centrada na experiência do cliente, até os pontos de contato do setor financeiro são criados em função das necessidades dos utilizadores e não das eficiências operacionais internas.

Crie modelos gráficos para ajudar em tarefas difíceis

O pensamento de design, usado pela primeira vez para criar “objetos físicos”, está sendo cada vez mais aplicado nas questões complexas e intangíveis, como por exemplo: a forma como um cliente experimenta um serviço.

Independentemente do contexto, pensadores de design tendem a usar modelos físicos para explorar, definir e comunicar. Esses modelos - principalmente diagramas - complementam e, em alguns casos, substituem as planilhas, especificações e outros documentos que passaram a definir o ambiente organizacional tradicional.

Crie protótipos e não tenha medo de expor

Em organizações centradas no design, normalmente você verá protótipos de novas ideias, novos produtos e novos serviços espalhados por escritórios e salas de reuniões. O hábito de exibir publicamente protótipos grosseiros sugere uma cultura de mente aberta, que valoriza a experimentação. O MIT Media Lab formaliza isso em seu lema "Demo or die", reconhece que apenas o ato de prototipagem pode transformar uma ideia em algo verdadeiramente valioso.

Essas empresas não têm problemas em expor suas ideias publicamente. O especialista em inovação Michael Schrage, no seu livro “Serious Play: How the World's Best Companies Simulate to Innovate“ defende que a inovação é "mais social do que pessoal". Ele acrescenta: "a prototipagem é provavelmente o comportamento mais pragmático que a empresa inovadora pode praticar".

Tolere melhor a falha

A cultura do design não encoraja o fracasso, mas reconhece que é raro fazer as coisas certas pela primeira vez. A Apple é famosa por seus sucessos mas, com um pouco de pesquisas encontramos seus protótipos que não saíram assim tão bem. O mesmo é válido para o Google, que está constantemente lançando e descontinuando novos produtos. A empresa aproveita o fracasso como aprendizagem – faz parte do custo da inovação.

Um ótimo curso para quem quer estudar sobre Design Thinking é o d.school's Virtual Crash Course in Design Thinking da Universidade de Stanford. Vale a pena a leitura!

Time Original Developers.

Permalink: https://developers.original.com.br/blog/design-thinking-estrategia-inovacao-empresas-modernas