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Card-linked Marketing: é preciso pensar interdisciplinar

Pouco explorada, área é um exemplo onde é preciso criar pontes entre desenvolvedores e o mercado.

A adoção de uma postura aberta, que inclui iniciativas como a disponibilização de APIs bancárias, é um caminho ágil (e sem volta) em direção a inovação no setor financeiro. Mais do que isso: trata-se de um ambiente com possibilidades ainda pouco exploradas. Um bom exemplo disso são iniciativas de card-linked marketing - em uma tradução livre, marketing direto em cartões.

Bases de dados com informações de consumidores representam oportunidades inquestionáveis de negócios. Empresas que oferecem produtos e serviços já se beneficiam de plataformas que direcionam publicidade altamente segmentada a perfis detalhados. É o que acontece, por exemplo, com Google e Facebook: em tese, usuários entenderiam estas mensagens como um benefício - e não um incômodo.

A ideia por trás do card-linked marketing (CLM) inclui outras variáveis nesta equação, derivadas de programas de fidelização ou cupons de desconto. Imagine se um restaurante pudesse escolher clientes específicos, selecionados a partir de suas transações, e pudesse oferecer vantagens e promoções diretamente, usando os meios de pagamento como canal de mensagens. Nessa modalidade apenas os gastos são usados para análise, ou seja, nenhuma informação pessoal é divulgada.

O papel das APIs

Estratégias de CLM prometem uma relação vantajosa para os três envolvidos no processo: startups e fintechs, estabelecimentos comerciais e usuários. Não é tarefa simples: de um lado, programas de pontuação ou iniciativas semelhantes (como o Mastercard Surpreenda) exigem envolvimento dos clientes. Em outro, a automação publicitária baseada nas paixões e interesses podem ser entendidas como "violação de privacidade".

Há um desafio para equipes de marketing e desenvolvimento trabalharem em conjunto, pensando em formas de apresentação verdadeiramente benéficas para o público final, valorizando sua experiência. Ao mesmo tempo, simplificando processos tecnológicos na relação entre comerciantes e instituições financeiras - isso inclui segmentação de datasets, abertura de APIs e, (talvez o mais importante) economia de recursos para todos os envolvidos.

A norte-americana Empyr é um exemplo. A startup conecta lojas físicas a potenciais consumidores ao promover descontos compartilhados por sites e aplicativos por meio da API do Empyr. A relação online-to-offline (O2O) se dá quando os usuários cadastram e usam seus cartões nos estabelecimentos credenciados. O benefício, na forma de pontos ou dinheiro, é creditado automaticamente no instante em que o consumidor paga. Ao mesmo tempo, os sites promotores recebem comissões nas vendas. Iniciativa semelhante é feita pela empresa Cardlytics, explorando o potencial do big data e abrindo informações por meio de sua Platform Solutions.

Alguns diriam que iniciativas como estas, partindo do mercado financeiro, são distantes e improváveis. Mas quem imaginaria, no entanto, que seria possível criar apps envolvendo saldos, investimentos e transferência a partir de uma API bancária, não é mesmo? É bom ficar atento ao que vem por aí, além de estimular parcerias significativas com empresas preocupadas em inovar.

Time Original Developers.

Permalink: https://developers.original.com.br/blog/card-linked-marketing-preciso-pensar-interdisciplinar