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Como o Big Data pode auxiliar os bancos no gerenciamento de riscos

Cada vez mais o Big Data vai ajudar as empresas a tomarem decisões.

Todos os dias, os bancos lidam com grandes quantidades de dados de seus clientes e das transações financeiras realizadas por eles. Diante disso, líderes dos departamentos de tecnologia dos bancos vêm buscando novas soluções para tratar esses dados.

Uma alternativa que atende a esse propósito é o Big Data, que pode ajudar os bancos a reduzirem as taxas de evasão, melhorarem o atendimento e a satisfação do cliente, além de auxiliar no combate a fraudes e a aprimorar o gerenciamento de risco.

Agora, o foco é justamente falar sobre este último ponto: concessões de crédito. Principalmente aquelas que podem apresentar um risco bastante elevado para as instituições financeiras – como exemplos, podemos citar hipotecas, financiamentos imobiliários e cartões de crédito. E quando é considerada a possibilidade de falha humana na análise de riscos, o perigo é ainda maior.

Nesse sentido, o Big Data fornece, em tempo real, dados de grande relevância de maneira muito mais precisa e gera informações confiáveis a partir do cruzamento de dados – essas informações podem incluir o padrão de comportamento de compra do cliente, seu patrimônio atual e potencial, tendência de inadimplência e dados públicos de mídias sociais. Tudo para garantir uma maior chance de acerto na concessão de produtos de alto risco e priorizar o equilíbrio econômico-financeiro dos bancos.

O gerenciamento de riscos envolve o combate a fraudes, uma das soluções mais usadas pelos bancos para analisar dados. O monitoramento permanente de datacenters, da rede de dados e dos sistemas bancários pode e deve ser feito por meio de data mining, uma vez que o gerenciamento de ameaças via sistemas tradicionais não comporta mais os riscos. Na prática, esse processo cruza todas as informações de acesso em escala inimaginável à compreensão humana e em tempo real, gerando padrões de utilização para cada cliente. Sob qualquer sinal de desvio, o acesso é bloqueado. Além disso, cliente e banco recebem alertas, que informam a suspeita de tentativa de invasão.

Entre essas fraudes está a lavagem de dinheiro, que pode ser mitigada com diagnósticos baseados em cenários preestabelecidos que se relacionam com informação armazenada em sistemas legados, sem inclusão de algoritmos ou análise preditiva, de forma que a detecção de desvios entre tantas variáveis exige um esforço manual considerável. Isso também ocorre com a detecção de fraudes, que depende da conciliação de um volume significativo de dados de clientes, operações e colaboradores.

Ao ajudar os bancos nesse sentido, o Big Data revoluciona os processos tradicionais e pode representar economia de custos ao reduzir o potencial de risco. A tecnologia não apenas monitora eventos passados, mas sua análise acessa múltiplas fontes e as combina para identificar um padrão de comportamento, o que resulta em previsões que permitem uma reação muito mais rápida. 

No gerenciamento de riscos, o banco também pode fazer uso de um Centro de Operações de Segurança (CyberSOC), com disponibilidade 24 horas nos sete dias da semana. Ele é formado por um grupo de especialistas em segurança que mostram à instituição quais dados são mais importantes e devem ser priorizados, além de formas de reduzir os riscos de ataque. Além disso, o CyberSOC controla os fluxos de tráfego, identifica exceções e age decisivamente quando um ataque ocorre, com políticas baseadas em geolocalização e listas negras, com o intuito de reduzir o risco de ataques via botnets, sites de hospedagem de malware e spam. Seus robôs detectam ataques e desviam o tráfego para servidores de filtragem centralizados onde podem ser bloqueados.

Em outras palavras, a análise de Big Data potencializa a visualização de ameaças em tempo real e dinamiza a resposta a incidentes e a pós-eventos, o que permite descobrir e identificar ações maliciosas com análise de comportamento. 

Assim, através de um melhor entendimento de informação, é possível identificar áreas em que há esforços duplicados e sugerir melhorias em processos, além de diminuir requerimentos de capital, compreender comportamentos de funcionários e identificar oportunidades de aperfeiçoamento na comunicação interna ou definir perfis de contratação.

Diante disso, é possível concluir que, ao terem o controle das informações, os bancos são capazes de traçar o próprio futuro com mais segurança. Aqueles que investirem nisso e conseguirem extrair um valor gerenciável de seus dados terão uma ampla vantagem competitiva.

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