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Bancos e a Inteligência Artificial: uma parceria insegura?

Os sistemas de vigilância do mercado financeiro costumam utilizar algoritmos para detectar padrões suspeitos, mas o volume de transações pode desencadear um número enorme de alertas, muitos deles falsos. Assim, a inteligência artificial permite que as máquinas detectem apenas as verdadeiras ameaças.

Embora a tecnologia já seja recorrente na rotina de um grande número de brasileiros, ainda existe o receio da relativa vulnerabilidade que o ambiente digital pode apresentar quando se fala de segurança – ainda mais depois do recente ataque cibernético maciço com o ransomware WannaCry que afetou computadores de todo o mundo em maio deste ano.

No mercado financeiro não é diferente. Apesar de o setor ser um dos pioneiros na adoção de tecnologias inovadoras para seus clientes - é possível, por exemplo, abrir contas pelo celular, acessar saldos e extratos e realizar transferências -, ainda é palpável o receio da evolução desse mercado, com aplicações sendo guiadas pela inteligência artificial (IA). Mas será que esse medo tem fundamento?

Pelo investimento que as instituições financeiras têm realizado em segurança quando o assunto é inteligência artificial, não. Algumas delas já usam a IA para identificar trapaças no mercado de ações, com ferramentas que fiscalizam transações, permitindo que as instituições descubram irregularidades mais rapidamente. Na prática, elas monitoram mensagens de chat para detectar atitudes suspeitas relacionadas a grandes vendas de ações e conseguem descobrir, de forma rápida, tentativas de fraude, como o "layering", em que os corretores vendem e compram ações rapidamente para elevar seu preço de forma artificial.

Os sistemas de vigilância do mercado financeiro costumam utilizar algoritmos para detectar padrões suspeitos, mas o volume de transações pode desencadear um número enorme de alertas, muitos deles falsos. Assim, a inteligência artificial permite que as máquinas detectem apenas as verdadeiras ameaças.

E não se pode deixar de mencionar a importância da computação cognitiva para a evolução desse setor. Trata-se de uma tecnologia baseada na capacidade de computadores cruzarem grandes volumes de dados e gerarem análises e respostas por conta própria. Por meio dela, bancos podem permitir, por exemplo, que correntistas tenham acesso a um assistente que realiza transações via celular sem risco de fraude, graças a biometria. Além disso, com o uso de reconhecimento de voz, os computadores memorizam a voz do usuário para decodificarem padrões, descobrirem hábitos e interpretarem comandos.

A computação cognitiva também está presente nos computadores, por meio de um assistente virtual que avisa se a máquina do cliente está desatualizada ou sem o módulo de segurança para acessar a página do banco na Internet, por exemplo.

Explicando de forma mais direta, a computação cognitiva democratiza o acesso a serviços digitais, na medida em que não é mais necessário aprender comandos diante de uma nova inovação. Isso acontece porque ela entende nossa linguagem natural, ao mesmo tempo em que gera uma capacidade muito maior de interação entre máquina e ser humano.

Time Original Developers.

Permalink: https://developers.original.com.br/blog/bancos-inteligencia-artificial-parceria