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Os bancos ainda farão sentido no futuro?

Segundo o ex-CEO da Barclays, mudanças devem acontecer agora mesmo

Nos últimos anos, instituições complexas, como os bancos, fizeram investimentos pesados em processos, tecnologias, entre outros recursos. Não é simples reconhecer que, diante de novas perspectivas provocadas por uma "revolução fintech", uma mudança de postura pode ser exigida. Isso representaria abandonar um caminho que levou tempo para ser amadurecido em função de outro, ainda incerto.

Antony Jenkins, que atuou como diretor executivo da holding financeira Barclays entre 2012 e 2015, é uma conhecida voz de advertência neste horizonte. Antes de criar sua própria startup, a 10x Future Technologies, declarava, com senso de urgência: os bancos vivem um "momento Uber", isto é, são ameaçados por projetos inovadores capazes de, em dez anos, tornar metade da estrutura bancária desnecessária.

Isso foi há dois anos. Durante sua participação na conferência Money 20/20 em Copenhague, em junho de 2017, Jenkins utilizou outro exemplo para intensificar a importância em inovar e pensar diferente: tecnologias como blockchain e inteligência artificial atropelaram a relevância de produtos e serviços tradicionais ao oferecerem uma experiência muito superior. Chegamos ao "momento Kodak".

Para entender a referência, é preciso lembrar que a alemã Kodak, durante 130 anos, dominou o mercado de fotografia mundial – mesmo tendo sido os inventores da câmera digital, em 1975. Isso porque, entre outras razões, a empresa acreditava que dificilmente enfrentaria uma crise, já que compreendia perfeitamente o mercado de filmes fotográficos. Ficou a lição: dominar um negócio sem saber inovar não é suficiente.

Aposta em novos modelos

Jenkins aponta alguns fatores capazes de influenciar o panorama do setor, provocando uma reestruturação completa. Ele aposta em plataformas e ecossistemas amplos, orientados por padrões de interoperabilidade - ou seja, arquiteturas abertas e que permitem novas combinações. Ao mesmo tempo, prevê regulações cada vez mais flexíveis, permitindo a atuação de novos players na criação de experiências de clientes mais interessantes.

Isso significa, segundo Jenkins, uma mudança de paradigma: é preciso acostumar-se com a ideia de que uma abordagem inovadora incremental atual não será suficiente. Tecnologias complexas, interconectadas e dinâmicas exigem diferentes tipos de parcerias, formado por organizações quanto autônomos.

Em busca de vantagens competitivas, serão necessários cada vez mais profissionais com habilidades em áreas ligadas a inteligência artificial (em particular, robótica e aprendizagem de máquina), big data, blockchain, internet das coisas e segurança cibernética. Podemos esperar não apenas uma virada entre instituições financeiras, mas também uma disputa por estas mentes.

Time Original Developers.

Permalink: https://developers.original.com.br/blog/bancos-ainda-farao-sentido-no-futuro